quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Estudantes protestam e invadem a reitoria da Universidade Estadual de Maringá


Manifestantes protestam em frente a Reitoria da UEM
Mais de 300 estudantes invadiram a Reitoria da Universidade Estadual de Maringá (UEM) na tarde desta quinta-feira (25). A ocupação ocorreu logo após uma assembleia improvisada com o reitor Júlio Santiago Prates Filho para discutir os problemas no Restaurante Universitário (RU) da instituição.
De acordo com a assessoria de imprensa da UEM, os universitários arrombaram a porta do Conselho Universitário e tomaram o prédio, mesmo com a segurança reforçada. Houve empurra-empurra e vidros foram quebrados. Há informações que os seguranças da instituição teriam usado aparelhos de choque para conter os manifestantes.
O protesto é organizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UEM em conjunto com diversos centros acadêmicos da instituição. Os acadêmicos pedem melhorias no RU e a instalação de restaurantes em todos os campi da UEM. Além disso, ele reivindicam a contratação de mais professores titulares pela intituição.
Por volta das 14 horas, ainda segundo a assessoria, o reitor teria se reunido com os universitários e apresentado as propostas de melhorias. No documento, o reitor informa ter encaminhado à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) um ofício solicitando a contratação de mais seis funcionários para o RU. Prates Filho também se comprometeu a melhorar a infraestrutura do restaurante e a adquirir novos equipamentos, porém sem estabelecer prazos.
O documento não agradou os estudantes que decidiram pela invasão. Eles colaram cartazes nas paredes do prédio e por volta das 17 horas exigiam a presença de um representante do Governo do Estado, alegando que as negociações com o reitor estavam esgotadas.
Segundo informações da assessoria, Prates Filho está em sua sala no segundo andar do prédio, único espaço não ocupado pelos manifestantes, e deve descer para tentar uma negociação. No meio da tarde, os funcionários foram impedidos de entrar no prédio. Os profissionais da imprensa também tiveram que deixar as instalações.
"Isso não é uma ocupação pela metade. Não vamos impedir ninguém de trabalhar, mas eles terão que fazer isso em outro lugar. Podem pegar suas coisas e procurarem outro espaço para ficarem", afirmou um membro do DCE que não quis se identificar. Ele disse ainda que não há previsão para a desocupação do espaço.
Desde o início da tarde, uma equipe da Polícia Militar está no portão da UEM aguardando instruções da Reitoria. Um policial chegou a ir até o prédio ocupado, mas foi hostilizado pelos manifestantes.O Diario

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